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O Janeiro Marrom é uma campanha para lembrar o crime da Vale em Brumadinho e alertar sobre a mineração que mata e assombra pessoas, destrói comunidades e ecossistemas, vidas, fauna, flora, paisagem, qualidade do ar e solo, nascentes, aquíferos e rios e, de forma implacável, avança sobre territórios inviabilizando outras formas de viver, viola direitos e faz uso das mais diversas  estratégias para deixar refém a população. 

 

À semelhança do Outubro Rosa e Novembro Azul, que hoje fazem parte do calendário anual de campanhas, se pretende que o Janeiro Marrom ganhe repercussão para também fazer parte. Foi idealizada por Guto em parceria com o Movimento pelas Serras e Águas de Minas (MovSAM) em memória das vidas ceifadas no rompimento da barragem de rejeitos da Mina Córrego do Feijão da Vale no dia 25/1/2019 e a proposta é ser realizada por um coletivo de organizações e movimentos.

Em 2020, quando Janeiro Marrom foi criado, 56 organizações, movimentos e coletivos nacionais e internacionais aderiram à campanha. Em 2021 foram 81 adesões e 2022 e 2023 foram 41 adesões porque a campanha não começou no inicio do mês como no ano anterior.

 

No dia 25/01/2024 se completam 5 anos do crime da Vale, no município de Brumadinho em Minas Gerais/Brasil, que matou 272 seres humanos, soterrados em rejeitos da ganância e total irresponsabilidade da mineradora.

A Vale sabia do risco da barragem romper, negociou o laudo falso de estabilidade, "correu" para ter as licenças de continuidade das minas Córrego do Feijão e Jangada, mas absolutamente nada fez para impedir perdas de vida e a destruição da natureza e do rio Paraopeba. 

Como um crime dessa magnitude continua impune?

Como se permite que a Vale não realize a devida reparação a quem foi vítima do seu crime e não recupere o que é possível recuperar?

Como se assinam Acordos judiciais  e Termos de Ajustamento de Conduta (TAC´s) sem escutar as pessoas que foram impactadas e a sociedade e que só favorecem a empresa criminosa?

Como ainda são concedidas à Vale novas licenças para minerar em Minas Gerais?

Só existe uma resposta: um esquema a favor da empresa criminosa comanda o governo do Estado e todas as instâncias que deveriam garantir justiça.

É revoltante e não podemos nos calar!


São 5 anos com a Vale e seus aliados violando direitos, descumprindo deveres, ameaçando, causando sofrimento e não realizando a devida reparação a pessoas e meio ambiente em Brumadinho e ao longo do rastro dos rejeitos da sua atividade irresponsável e criminosa. 5 anos de “terrorismo de barragens” em outros territórios, com a expulsão pela Vale de comunidades inteiras e construção de “obras emergenciais” que não fazem o menor sentido a não ser para a ampliação e continuidade dos complexos minerários da Vale.

 

A mineração, mesmo com a pandemia, continuou e acelerou suas práticas de assombrar pessoas, colocar seus trabalhadores em risco, destruir comunidades e biomas, vidas, fauna, flora, paisagens, qualidade do ar e solo, nascentes, aquíferos e rios e, de forma implacável, avançar sobre territórios inviabilizando outras formas de viver, violando direitos e fazendo uso das mais diversas estratégias para deixar refém a população. 

 

A impunidade é inaceitável e não podemos nos calar! 

Campanha Janeiro Marrom.

Junte-se a nós

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